Vivendo do Ócio além da Nostalgia

Muitos perguntam sobre como eu comecei a conhecer as bandas de Salvador e cidades mais próximas também, assim como, frequentar o meio. Parece que foi ontem, aliás, lembro-me como ontem, meu primeiro show, o primeiro de muitos da minha vida; aqueles os quais já foram sentidos e os que ainda serão. O assunto já foi até meu tema de teste oral na lingua inglesa duas vezes, basta a escolha ser livre (risos).

Comecei a escutar Vivendo do Ócio por influência, em janeiro de 2013, aos meus 14 anos. Foi o primeiro contato de verdade com uma banda de Salvador, pois eu ficava só naquele lance de escutar bandas internacionais (não fazia ideia do quanto estava perdendo). Escutei “Fora Mônica”, achei legal. Porém, não estava acostumada com o estilo do som. Só fui procurar saber mais sobre eles, uns quatro meses depois. Foi aí que virei uma viciada no som dos caras.

Sempre escutava minhas músicas do mesmo jeito, apenas no celular e fones de ouvido, passeando pela casa. Tinha vontade de ir aos shows mas via como algo super distante apesar de que muita coisa estivesse vindo acontecendo mais perto de mim do que nunca. Após tantos eventos ignorados no Facebook, não deixei mais um passar e fui tentar minha presença. O tal evento seria no dia 27 de fevereiro de 2014, na Praça Tereza Batista – Pelourinho, na época do Carnaval. Portanto, falei com minha mãe sobre os planos. Estando ela morando no Rio de Janeiro há algum tempo, suas passagens foram então compradas no dia do show.

Depois de tanta ansiedade e achando os poucos dias se arrastando como semanas, o dia finalmente havia chegado. Já bem cedinho estávamos lá no local, esperando o horário, e o espaço foi enchendo cada vez mais e eu nem pensei em ir pra frente logo (inocente). No intervalo da primeira para a segunda música consegui chegar na frente do palco. As expectativas simplesmente não eram nada quando me deparei com aquilo tudo. Eu só sabia chorar (fiquei com o olho todo preto por causa do lápis, e sim, só usei isso até aquele ano mesmo). Do início ao fim, tudo o que eu fiz foi chorar. Mal conseguia gritar, cantar as músicas. Não dá pra descrever aquela energia.

Preciso contar a parte mais louca, no meu caso sempre tem. Bom, os meninos estavam fantasiados. Luca Bori (baixista), estava de Jack Sparrow, não que eu seja fã mas amei o chapéu. Então pensei “Imagina se esse chapéu cai nas minhas mãos?”. E ele não veio parar nas minhas mãos mesmo? Eu nem vi o que era, apenas agarrei no momento em que algo veio em minha direção. Aí pronto, pra quem já tinha se acalmado um pouco, voltou tudo novamente. Minha mãe apareceu quando eu andava sem saber muito o que estava acontecendo, meio sem destino, sem equilíbrio. Ela disse que eu era inacreditável. Foi a coisa mais inexplicável da vida, tirando o beijo do Peter Hook na minha tatuagem ano passado.

No dia do primeiro show ainda, conheci a Beatriz Oxe, apareceu justamente quando eu estava a caminho do camarim pra tirar foto com os meninos. Quando ela me viu lá, em banho de lágrimas segurando o chapéu, viu si mesma quando estava começando a ir pra show assim como eu naquele dia. Ela chamou Luca, dizendo que eu estava com o chapéu, e ele me chamou pra entrar antes do pessoal na frente da fila, pra pegar o “meu” chapéu emprestado para tirar a foto comigo e toda a galera. Rapidinho o tempo passou e eu fiquei lá de fora observando tudo sem palavras. Dormir jamais foi tão complicado ao voltar para casa.

Havia sido anunciado um outro show, o qual seria em comemoração aos cinco anos do lançamento do “Nem sempre tão normal” e eu já fiquei logo feliz por saber que seria no Rio Vermelho. Estava louca pra sentir tudo de novo. A banda de abertura foi a Teenage Buzz, a qual escutei o som antes e gostei bastante, mas naqueles últimos dias andava muito ansiosa pra pensar e aprofundar mais em algo que não fosse Vivendo do Ócio. Foi no dia 14 de março quando conheci o lugar que mais gosto depois da minha casa, o Dubliners Irish Pub. Comprei produtos da banda, foi tudo maravilhoso, não como o primeiro. O primeiro é único. Na verdade, todos são únicos.

Logo passei a acompanhar bem a Teenage. Sempre que rolava um som, procurava conhecer as outras bandas antes do dia. O tempo foi passando e quando percebi estava sabendo de várias bandas locais. Fui conhecendo a maior parte da galera nos shows, tem gente nova a cada som que passa. Já fui reconhecida por texto e tatuagem sobre certa banda (exatamente, a Declinium), e olha, é só o começo pois ainda tem espaço pra muito mais. Outras duas bandas baianas já estão certas para serem marcadas. Quanto ao Irish, se eu passar mais de uma semana sem pisar lá, sinto a maior falta.

Registros de uma noite indescritível: Primeira foto com a VDO/ minha xará e eu. 🙂

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